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Centrais de negócios buscam um modelo ideal de funcionamento 22/07/2009
É difícil apontar um modelo padrão para uma central de negócios. Há centrais que, por exemplo, optaram por ter um atacado para centralizar o recebimento das mercadorias e depois fazer a redistribuição aos associados, como acontece na rede Confiança, no Centro-Oeste de Minas.
Outras decidiram manter a entrega descentralizada, ou seja, os fornecedores desembarcam as mercadorias em cada associado, mesmo que sejam ao todo 55 lojas, como no caso da Minipreço, que atua na Zona da Mata mineira.
Porém, há algo comum a todas elas: a certeza de que a união entre os pequenos supermercadistas independentes por meio das centrais é a única forma de sobreviverem e prosperarem em um mercado de alta competição como o dos supermercados em Minas. Outra certeza: a tributação em duplicidade é também desafio permanente.
Esses foram alguns itens debatidos no Ponto de Encontro realizado nesta terça-feira (21) na sede da AMIS, em Belo Horizonte, que teve como tema "Sua Central está no melhor modelo?".
Como palestrantes, participaram o gestor da rede Minipreço, Leonardo Reis (na foto, em pé) e o presidente da rede Confiança, Gilson Amaral. Na condição de debatedor, contribuiu o representante do ABGroup, Eduardo Souza. A função de moderador coube a José Libério, da rede Asscom.
Ao descrever o modelo de funcionamento da rede Minipreço, Leonardo Reis destacou que além de decididamente não ter uma central de distribuição (CD) a rede aboliu também as taxas de adesão e rescisão de contrato. "Se o serviço da central estiver atendendo à expectativa o associado fica. Não se pode ficar retendo associados à força. O sujeito tem que acreditar naquilo que participa", disse Reis.
Leonardo revelou que o sucesso da Minipreço está permitindo o planejamento de novos voos tais como a aquisição de pequenas indústrias. "A idéia é a rede adquirir pequenas indústrias que passariam a fornecer para ela, considerando a dimensão de distribuição que já conquistamos".
Ele aproveitou também para trazer em público, embora evitando citar nomes, que muitos fornecedores tentam enfraquecer as centrais oferecendo aos associados de uma central, preços inferiores aos negociados com ela.
Essa prática foi confirmada pelo presidente da rede Confiança, Gilson Amaral, que apontou a conscientização do associado como a única forma de cercear essa tentativa de enfraquecimento feita por alguns fornecedores.
Entre as novidades da Confiança, Gilson relatou a construção de um novo CD, a negociação de acordos com fornecedores argentinos e chilenos, e os estudos para criação de uma financeira.
Relatório na Superminas
O representante da ABGroup confirmou a diversidade de modelos de centrais que existe hoje em Minas e disse que sua empresa está participando de toda a programação de Super Encontros Varejistas da AMIS (Sevar) para coletar dados e apresentar um relatório final sobre as centrais durante a 23ª. Superminas, em outubro, em Belo Horizonte.
Por sua vez, o José Libério, referendou as informações dos palestrantes e reforçou a importância das centrais para o futuro das pequenas empresas supermercadistas.
O próximo Ponto de Encontro acontecerá dia 25 de agosto, na sede da AMIS, com o tema "Como tirar o melhor proveito de palestras, feiras e convenções".
(Por Giovanni Peres)