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Lei do Motorista no Brasil e a urgência de ampliar Pontos de Parada e Descanso (PPD)

  • há 3 dias
  • 2 min de leitura

Gerente de Projetos | ABGroup Desenvolvimento de Negócios


A Lei do Motorista (Lei nº 13.103/2015) trouxe avanços relevantes ao estabelecer regras claras sobre jornada, pausas e períodos de descanso dos motoristas profissionais. Mais do que uma exigência legal, o cumprimento dessas normas está diretamente ligado à segurança viária, à produtividade logística e à sustentabilidade das operações de transporte no Brasil. Nesse contexto, os Pontos de Parada e Descanso (PPD) tornam-se um elemento essencial para transformar a legislação em prática operacional efetiva.


O que a Lei do Motorista exige na prática

A legislação define limites de jornada, intervalos obrigatórios e períodos mínimos de descanso, além de condições básicas de trabalho relacionadas à saúde, higiene e conforto. Para as empresas, isso significa planejar rotas e janelas operacionais compatíveis com a lei, evitando riscos trabalhistas, multas e impactos na segurança.


PPD: elo entre lei e operação

Os Pontos de Parada e Descanso são áreas destinadas a permitir que motoristas cumpram as pausas previstas em lei com segurança e dignidade. Estruturas adequadas — como vagas de estacionamento, banheiros, água potável e áreas de descanso — reduzem a fadiga, melhoram a atenção ao volante e contribuem para a continuidade das viagens dentro dos limites legais.


Desafios atuais no Brasil

Apesar da previsão legal e da Política Nacional de Pontos e Paradas de Descanso (Portaria nº 387/2024), a malha de PPD ainda enfrenta obstáculos relevantes:


· Distribuição desigual ao longo dos principais corredores logísticos;

· Oferta limitada de serviços e funcionamento irregular;

· Custos operacionais para motoristas e empresas;

· Lacunas de padronização e fiscalização.


Esses fatores dificultam o cumprimento integral da lei e pressionam a operação logística, especialmente em longas distâncias.


· O planejamento de rotas;

· O cumprimento de prazos;

· A produtividade da frota;

· A exposição a riscos legais e trabalhistas;

· A segurança de pessoas e cargas.


Empresas que não incorporam esse tema à sua gestão logística tendem a conviver com retrabalho, aumento de custos e maior incidência de não conformidades.


Caminhos para alinhamento entre lei e realidade operacional

Algumas ações são fundamentais para avançar:


· Mapeamento estratégico de corredores com maior fluxo e incidência de pausas;

· Parcerias público-privadas para implantação e manutenção de PPD;

· Definição de padrões mínimos de infraestrutura e serviços;

· Uso de tecnologia para localização e monitoramento de disponibilidade;

· Atuação integrada entre órgãos reguladores e operadores logísticos.


A ampliação e qualificação dos Pontos de Parada e Descanso são essenciais para que a Lei do Motorista cumpra seu papel na prática. Mais do que uma obrigação legal, trata-se de um investimento em segurança, produtividade e eficiência logística. Empresas que antecipam esse movimento fortalecem sua governança operacional e se posicionam melhor diante dos desafios do transporte rodoviário no Brasil.


 
 
 

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